Resenha: Cicero vs Moleskine

Olá, mundo! Faz uma era que eu não posto aqui. Gosto muito desse blog, apesar de não atualizá-lo com frequência. Vou tentar mantê-lo minimamente atualizado. Escrevi o post abaixo em agosto do ano passado, mas acabei não postando. Shame on me!
Segue o texto original:


Sempre tive uma história de amor profunda e melodramática com artigos de papelaria. Passava horas babando nas centenas de cadernos, adesivos e estojos da loja. Quando comprava o material escolar, até ficava mais animada para as aulas começarem. Mas até aí não há nada de novo. Quem nunca passou por isso, não é mesmo?

A coisa começou a ficar séria quando me formei no ensino médio e, aparentemente, não iria mais me deleitar com os milhares de cadernos decorados. Nesse período, me tornei frequentadora assídua da Livraria Cultura para suprir a suposta depressão. Não demorou muito para eu notar os lindos caderninhos com elástico na frente, e então, descobrir que o meu gosto por cadernos enormes em espiral e desenhos escandalosos era terrível. Eu estava de frente com um novo conceito em papelaria.

Cheguei em casa e, após uma pesquisada, me apaixonei pelo Moleskine. Seu conceito, sua história e todo o mistério envolvendo a capinha preta eram fascinantes, porém custam um preço altíssimo. A minha primeira caderneta nesse estilo, então, foi de uma marca brasileira chamada OD design. A linha deles é muito charmosa e se inspira na marca italiana a um preço mais acessível. Creio que o meu caderno, de fitas cassetes, tenha saído de linha. Uma pena, porque ele é lindo.

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Foto: OD, Cicero e Moleskine

Conheci também a linha Cicero durante essas visitas. A marca é tão apaixonante que mesmo os seus cadernos universitários em espiral parecem obras de arte. Usei um que minha mãe me deu, o Caderno para Canhotos, e um tempo depois comprei a caderneta grande dos anos 50.

O que me fascinou na Cicero, além do design, foi a variedade de cores e temas. Alguns, arrisco dizer, são até mais bonitos que os Moleskine. Atualmente estou usando uma pequena caderneta de discos de vinil. Como deu para perceber, adoro referências musicais. Sou uma dessas pessoas que acredita que música e literatura conversam entre si. Isso deve ter algum tipo de influência externa. Meu único problema com essa caderneta é a lombada, que amassa com o tempo e não é como a dos Moleskine, feita para abrir 360 graus.

Recentemente, decidi que, apesar de ter vários Cicero(s) lindos, precisava de um Moleskine autêntico. Comprei a caderneta pequena preta sem pautas por aproximadamente 10 dólares e com frete grátis no Book Depository. Mais barato que um Cicero! Pena que demorou mais de um mês para chegar. Quase perdi as esperanças. Mas enfim, o que importa é que chegou e estou apaixonada. Uma pena que os Correios jogaram na minha casa e amassou um pouco.

O papel Cicero é um pouco mais grosso que o Moleskine, o que me agrada mais. No entanto, a capa do Moleskine parece ser de maior qualidade. Eu não tenho o Cicero simples da capa preta para comparar, mas imagino que seja bom também.

Conclusão: tanto Cicero quanto Moleskine são lindos e valem super a pena. Quem pensa que a Cicero surgiu apenas para ser “substituta do Moleskine” está muito enganado! A linha deles é ótima, super criativa e se garante também.

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Carolina Haine

24 anos, brasiliense, apaixonada por literatura e chá. Criou um blog em 2004 e desde então nunca mais parou.

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