Reflexões sobre a blogosfera

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Muitos de vocês já me conhecem, certo? Carolina, 17 anos, segundo semestre de Letras – Inglês. Pois bem.

Esse semestre peguei uma matéria muito legal, Teoria da Narrativa. Discutimos sobre blogs em uma das aulas, assim como a veiculação de textos na internet. Acho que posso dizer que cresci com os blogs, visto que criei o primeiro com quase 8 anos. Isso é quase metade da minha vida, que não é das mais longas.

Meu primeiro blog era uma página toda colorida no BLiG, com imagens infantis e piscantes, trechos da vida de uma criança de 8 anos e seus desenhos no Paint. Lembro que li uma reportagem na revista W.I.T.C.H (nº 12, se não me engano) que falava sobre o dialeto utilizado nas tais páginas, o internetês. Eis que eu, até que bastante letrada para a minha idade, passei a deturpar os meus textos com construções catastróficas. Provavelmente as pessoas não se importavam, porque todo mundo também escrevia daquela forma. Meu blog era até consideravelmente visitado, recebia um ou dois comentários por post (de pessoas diferentes).

Depois disso, mudei de plataforma para o Weblogger, do Terra. O primeiro não me permitia mudar o HTML do site, a menos que eu pagasse, e isso estava fora de cogitação. Passei a me divertir com os famigerados Template Shops. Funcionava assim: algumas pessoas bondosas faziam templates bem bonitinhos e disponibilizavam os códigos gratuitamente. Com o tempo, cansei de depender da boa vontade dessas pessoas e decidi aprender a fazer os meus próprios layouts. Pesquisei um pouco e aprendi o básico.

Não lembro em qual ponto da minha vida larguei o Weblogger, que era extremamente bugado e irritante. Fiz uma conta no Blogspot. Acho que fiquei por lá durante muito tempo. O sistema era até que agradável. Eu provavelmente o estaria utilizando agora, mas o WordPress tem aplicativo para iPhone e iPad, o que me permite bloggar de onde eu estiver. Não que eu faça isso muitas vezes…

Cheguei a testar outras plataformas também. Minha relação com o Zip.net não durou muito tempo. Embora fosse bom, descobri uma plataforma que era pouco utilizada e tinha umas funções muito divertidas: o Webs. Meu blog/site/fórum/vida naquele troço durou um ano. Depois disso, começaram a vir uns avisos de falta de espaço e aposentei o coitadinho. Penso que, a partir daí, passei a usar o WordPress. E tive alguns outros blogs nele antes desse aqui.

A temática de todos, ou quase todos, era mais ou menos a mesma. Eu contava o meu cotidiano de criança/pré-adolescente/adolescente, postava alguns desenhos e criações minhas, gifs, etc. Aprendi muito com isso. Cheguei a quase cursar design, porque eu era mais preocupada com a parte gráfica da coisa. Hoje em dia é completamente o contrário. Estou há eras com o mesmo layout e meu foco é o texto. Não posso dizer que esse é um blog de resenhas, porque a minha produção é bem esporádica. Mas relembrar tudo isso me deu saudades de contar o meu cotidiano, acho que vou fazê-lo mais vezes.

A imagem acima é bonitinha e eu catei no E-shuushuu, só para lembrar os velhos tempos em que eu ilustrava os meus posts com alguma figura interessante. Devo admitir que ficavam muito bonitos até. Talvez para compensar a falta de conteúdo.

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Carolina Haine

24 anos, brasiliense, apaixonada por literatura e chá. Criou um blog em 2004 e desde então nunca mais parou.

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